Slackline circuito Radical

Pratica do slackline
31 de maio de 2017
Slackline em guarapari
31 de maio de 2017

Slackline circuito Radical

Equilíbrio e planejamento imperam no desafio de slackline do Circuito Radical

Carlos Neto, atleta que rodou 45 países em turnê com Madonna, está entre os participantes do desafio que faz parte do Verão Espetacular

spiração. Expiração. Planejamento. As três palavras que não saem da cabeça de quem está por um fio. No slackline, não basta ter equilíbrio, é preciso respirar fundo e planejar os passos minuciosamente para não tombar da fita esticada entre dois pontos. No Esporte Espetacular deste domingo, brasileiros e estrangeiros vão praticar respiração e planejamento nos desafios de waterline, a arte de fazer acrobacias na fita sobre a água, e highline, com a fita esticada nas alturas, pelo Circuito Radical, que faz parte do Verão Espetacular.

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As competições são divididas por equipes. No waterline, a briga acontece dentro do time. Ao final, o melhor brasileiro enfrenta o melhor estrangeiro em busca do primeiro lugar. Já o highline será disputado em duas etapas. Na primeira, uma disputa de velocidade. A regra é simples: quem chegar mais rápido ao outro lado da fita marca um ponto para o seu time. Os dois melhores tempos desse duelo fazem uma grande final, que tem peso dois. Na segunda etapa, o spaceline, onde três fitas se encontram no meio do penhasco. Os três integrantes da equipe sobem ao mesmo tempo com a meta de chegar juntos ao meio, em menor tempo. A equipe vencedora será aquela que somar mais pontos.

Conheça os competidores do waterline: 

Carlos Neto pratica slackline no show da Madonna (Foto: Arquivo Pessoal)
Carlos Neto pratica slackline no show da Madonna (Foto: Arquivo Pessoal)


Carlos Neto é o primeiro brasileiro campeão de slackline. Aos 27 anos, exibir este título seria o suficiente para convencer qualquer um de que ele é bom naquilo que faz. Só que ele insiste em ir além. Em 2012, o niteroiense foi convidado para participar de um show de Madonna, fazendo trickline no palco. Ele seria apenas um substituto, mas, durante os ensaios, roubou a cena e foi incorporado à turnê “MDNA”, que durou 45 dias.

– Eu fui pra Alemanha, num campeonato, e lá tinha um olheiro, um manager da Madonna, olhando pessoas e estilos na competição, nessa eu nem fui tão bem, fiquei em sétimo lugar. Mas, não sei, eles gostaram do meu estilo. Pra mim foi uma experiência enorme. Foi realmente sair da caixinha.

Pedro Rafael Marques slackline waterline Ceará (Foto: Thaís Jorge)
Pedro Rafael Marques slackline waterline Ceará (Foto: Thaís Jorge)

O cabelo samurai e as frases bem humoradas denunciam que Pedro Rafael não tem problemas para sustenta sobre a fina fita a leveza de ser um jovem de 19 anos. O cearense aprendeu slackline há apenas dois anos em Jericoacoara, no Ceará, e já agarrou o título de melhor do mundo na categoria.

– Eu sou um cara determinado a fazer. O cara manda: faz isso, não sei o que. Aí eu vou: toma! Qualquer brincadeira ou qualquer coisa no slack. Eu sou um cara que não tô nem aí. É uma coisa louca – brinca Pedro.

Gabriel Aglio Circuito Radical (Foto: Marcos Serra Lima)
Gabriel Aglio desafiando a fita no Circuito Radical, em Rio Quente (Foto: Marcos Serra Lima)

Desde 2012, Gabriel Aglio está entre os dez melhores slackliners do mundo. O niteroiense de 22 anos, conheceu o esporte aos 17 anos e achou que seria difícil fazer tantas manobras em cima de uma fita tão pequena. Aos poucos, superou os próprios limites e voou tão alto, que largou a faculdade de Engenharia para viver de se equilibrar sobre a fita ao redor do mundo. Acostumado a praticar o slackline nas areias de Itacoatiara, em Niterói, Gabriel confessou que o waterline, para ele, não é tão simples assim.

– Pra mim, por exemplo, o waterline dá mais medo. Porque parece que não tem o chão e você voa e a fita bate reto em você. Você voa e quando você passa da fita, você erra o movimento, só tem a fita ali, não tem o chão, então você bate mesmo com a fita.Aqui quando você bate, ele vem, ele rala, parece que vai arrancar o braço, vai arrancar tudo, mas é bom, é maneiro – confessa.

Circuito Radical Slackline 02 (Foto: Marcos Serra Lima )
Atleta se equilibra sobre a fita de waterline, em Rio Quente, no Circuito Radical (Foto: Marcos Serra Lima )

Três atletas estrangeiros completam o time de participantes do desafio de waterline do Circuito Radical 2016, o austríaco Harry (…); e os americanos Alex Mason, considerado o garoto prodígio do slackline, e Luke Diestel, que ficou maravilhado com as belezas de Rio Quente.

– Eu amei, amei. Eu nunca estive em um lugar como esse antes – diz Luke.

Conheça os competidores do highline:

O time dos estrangeiros é composto pelo chileno Abraham Figueroa, pelo alemão Damian Jorre; e pelo suíço Thomas Buckingham. Os gringos ficaram impressionados com a Cachoeira da Fumaça, cenário da disputa do Circuito Radical.

– É um belo cenário de natureza no meio da floresta brasileira e é muito impressionante para mim porque não temos nada parecido na Suíça – diz Thomas, que sentiu o peso do spray de água, a fumaça formada pela queda de água.

– É quase como andar em uma tempestade de neve. É como eu compararia porque é o que eu faço na Suíça algumas vezes. Então, fica mais difícil de enxergar e manter o equilíbrio – explica.

Circuito Radical Highline 02 (Foto: TV Globo)
Vinícius Cauhy na Cachoeira da Fumaça, pelo Circuito Radical (Foto: Marcos Serra Lima)

Vinícius Cauhy é o primeiro integrante da equipe brasileira. O paulista é formado em Ciências do Esporte e até criou um laboratório de estudos de slackline na Unicamp. Em 2014, o atleta quebou o recorde de longline ao percorrer 181 metros de fita tensionada. Vinícius defende que o slackline é para todos. Mas sabe que o spaceline será um grande desafio para ele mesmo.

– O slackline é uma prática pra todos. Porque vai trabalhar o corpo como um todo, vai trabalhar um fortalecimento dos músculos posturais, vai trabalhar sua respiração, vai trabalhar a ansiedade. .Já o spaceline tem que ter uma preparação muito maior pra isso.Porque, além de você estar preparado, o outro tem que tar preparado, o outro também tem que estar preparado e isso vai tornar a travessia muito mais intensa – revela.

Circuito Radical Highline 01 (Foto: TV Globo)
Atleta desafiando o spray de água da Cachoeira da Fumaça, no Circuito Radical (Foto: Marcos Serra Lima)

Já Caio Afeto tem 28 anos e foi criado no interior de Minas Gerais, em uma cidade pequenininha que se chama Águas Formosas. Só que foi em Vitória que começou a se aventurar nas montanhas. Em 2012, Caio foi o primeiro brasileiro a fazer highline free solo, o estilo mais perigoso da modalidade, onde o atleta não usa a cadeirinha de segurança. O mineiro quer ir além: agora ele pratica basejump e quer voar de wingsuit. Mesmo cheio de medo.

– Quando eu estou escalando eu sinto medo; quando eu faço highline, eu sinto medo; e quando eu salto de basejump, eu sinto medo. Não é um medo que me gera um pânico, que vai me travar. É um medo que me dá uma ansiedade, que vai gerar uma adrenalina e que vai me gerar um sentimento muito bom. Então, eu aprendi a controlar esse tipo de medo – diz.

Circuito Radical Highline 06 (Foto: Marcos Serra Lima )
Reginaldo desafiando a altura no Circuito Radical de 2016 (Foto: Marcos Serra Lima )

O time brasileiro fica completo com Reginaldo Gomes, que foge do padrão dos outros participantes do desafio. Aos 34 anos, Reginaldo é policial militar e conheceu o slackline em 2012, durante as férias. Subir na corda bamba nas alturas faz com que ele se desafie, e se sinta vivo.

– Eu quero mostrar para mim mesmo que eu sou capaz, que eu consigo me controlar, que eu consigo mais. E eu descubro a cada dia que passa que isso realmente é verdade – revela.

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